terça-feira, 3 de maio de 2011

É preciso prosseguir...

Tenho parado para perceber o valor das coisas. Não como um todo, mas o valor que tem para mim. O que de fato me desperta um sorriso, o que alegra minha alma. Conversei há um tempo sobre meus dias plenamente felizes. Eram daqueles dias que enchem o espírito. Que parece tudo ser sol. A respiração chegava a ficar ofegante tamanha energia que parece transbordar do peito. Era uma época diferente, eu era uma pessoa diferente. Não melhor, nem o contrário, apenas diferente. Agora, passado alguns anos posso olhar com tranqüilidade tudo o que fiz e dizer que alcancei tudo o que cobiçava. Mas perdi o que mais tenho saudade, a alegria pura e pulsante. Restou-me um contentamento sem euforia. Por favor, não entendam este post como uma declaração de infelicidade, e sim como a reflexão, de uma pessoa feliz, sobre os dias que passou. Explico-me melhor do seguinte modo: Sou feliz, mas tenho estado descontente. Porém, o que me importa é olhar em frente, ver o que do futuro ainda me falta. Tenho uma profissão que amo, um filho extraodinário e um marido tão fora de série que merecia outra denominação (algo como “super extra plus esposo”, ou uma menos batida). Talvez por ser a filha mais nova sempre hesitei em buscar o queria, o que me motivava. Buscava sempre aprovação. Estou há quase quatro anos casada, o Felipe, meu digníssimo, sempre me impulsionou a lutar pelo que almejo. Foi assim quando engravidei e pelas orelhas ele fez com que eu continuasse a estudar. Essa atitude dele, e de amigos que confiam em mim, me fizeram acreditar que posso caminhar com minhas pernas, saltar barreiras pelas quais os demais desistem e traçar um caminho meu. Não me conformo mais com o que não me convém. Confesso sempre ter tido facilidade nas minhas conquistas, o que acho excelente, mas talvez tenha ficado mal acostumada. Se cobiço vitórias maiores terei de iniciar batalhas da mesma proporção, fugir do comodismo. O que não permitirei é que digam que não posso. Que não tenho capacidade ou que algo não é para mim. Se eu quiser posso, mesmo que seja para depois constatar que me era indiferente. Eu direi que aquilo não me cabia, não os outros. Desde pequena sou teimosa. Ainda lembro das minhas vontades de pequena, das brincadeiras no quintal e da certeza de que não deixaria a vida me vencer. E não vencerá. Hoje é o dia que inicio uma jornada pelo que sonhei desde criança.

2 comentários:

  1. - Ponha em prática
    Não se desespere diante daquilo que não pode mudar. Em vez de se conformar com a tristeza, busque um novo projeto: que tal fazer uma lista de lugares a conhecer ou experiências que gostaria de viver?

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