segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Apagar as velas e acender a luz

Contam que a vida é feita por ciclos. Maiores ou menores eles se revezam dando continuidade para todos os acontecimentos. Acho que estou, agora, na beira de um desses. Muito perto do fim para retornar, mas ainda distante para saltar em direção aos próximos desafios e conquistas que, com certeza, fazem parte de toda nova trajetória. Acredito que o aniversário é um momento de renascimento, daqueles que precisam ser aproveitados para espanar a poeira, arrumar as gavetas da alma e limpar cada cantinho do peito. Isto não é tarefa fácil. Dói arrastar os móveis que há tanto tempo estão ali, que já fazem parte do que somos e deixam marcas no chão. Também nos custa reconhecer que algumas dessas peças não fazem mais sentido, que a decoração está ultrapassada, que você caminhou por uma estrada diferente da qual planejou. A limpeza pode durar tempo e precisa ser feita sem pressa, pois no momento em que as janelas forem abertas o sol precisa entrar e iluminar cada espaço.

Como a vida seria diferente se encarássemos o aniversário como uma oportunidade de pintar a vida com as cores que gostamos. Para ser honesta a cada ano faço planos. E, com a mesma facilidade que os faço, esqueço. Vou sendo conduzida pela vida como uma criança é levada. Neste ano (e que seja assim) vou pegar meu destino pela mão. Atravessarei a rua e andarei pelas esquinas e calçadas que me encham o peito de satisfação, que me façam crer que o ar que entra nos meus pulmões é combustível para as realizações que ambiciono.

Esse também não é o momento para limpar os pés ao falar do passado. Neste último ano conheci pessoas incríveis. Me libertei de pesadelos que carregava comigo. Rompi com um pouco do que era confortável e encarei meus desejos. Nos últimos tempos pessoas especiais cruzaram meu caminho. Algumas me ensinaram que é preciso crer, amar, arriscar. Outras me mostraram que o que é ruim sempre estará por aí. No próximo e em nós mesmos. Mas há também aqueles que, quase sem perceber, nos mostraram caminhos, que o medo de permanecer deve ser maior que o de mudar e que a felicidade de uma amizade sem compromisso é relíquia. Opa! Acho bom finalizar o texto antes que eu perca a hora de soprar as velinhas. Em resumo (adoro quando vejo esta sequência de palavras escrita, principalmente naqueles textos teóricos longuíssimos). Pois bem, em resumo, este será um ano de mudanças, força, perseverança e principalmente de realizações. Um ciclo para lembrar e festejar. Algo novo e forte que me projetará ao que sei que quero de mim. Este será o ciclo da conquista de mim mesma.